Reduzir a dor e a ardência
Para que a relação sexual seja prazerosa e, não, dolorosa.
Ginecologia endócrina · Belo Horizonte
Ressecamento vaginal, dor durante a relação sexual, ardência ao urinar e sensibilidade vaginal podem ter uma causa em comum: a atrofia vaginal. Ela acontece devido a alterações no tecido vaginal provocadas, principalmente, pela queda dos níveis de estrogênio. E o mais importante: isso tem tratamento.
A menopausa não acabou com a sua vagina. Ela mudou o tecido.
Na minha avaliação ginecológica, eu procuro entender o que está acontecendo no seu corpo e, a partir disso, definimos juntas a melhor conduta para o seu caso.
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Dra. Júnia Dueli Boroni CRM-MG 63186 RQE 44859
Muitas vezes, cada sintoma é tratado separadamente: uma pomada para o ressecamento, um antibiótico para o corrimento, um lubrificante para a dor. Mas, depois da menopausa, esses sintomas podem ter uma causa em comum: a queda hormonal e suas consequências sobre os tecidos genitais e urinários.
É uma mudança esperada com o envelhecimento, mas isso não significa que você precise conviver com os sintomas. O tecido mudou pela redução do estrogênio — e tecido que muda pode ser tratado.
Os principais sintomas da atrofia vaginal são:
O que está acontecendo
Atrofia quer dizer afinamento da parede vaginal. Com a queda do estrogênio, o tecido perde colágeno, perde vascularização e o pH se altera. Por isso o lubrificante alivia no momento da relação e não muda nada no dia seguinte: ele não age tratando o tecido.
O FRAXX utiliza radiofrequência microfracionada, aplicada no canal vaginal e também na região externa. A proposta é promover estímulos no tecido que podem favorecer a produção de colágeno, a vascularização local e a hidratação, além de melhorar o turgor e contribuir para o equilíbrio do pH vaginal. Com isso, os sintomas listados acima tendem a melhorar.
A aplicação é realizada com uma sonda introduzida no canal vaginal e também na região externa, após a aplicação de anestésico local. O procedimento é rápido, sem necessidade de internação, e o desconforto costuma ser mínimo. Depois da aplicação, não há necessidade de interromper as atividades do dia a dia: a única recomendação é suspender as relações sexuais por 7 dias.
O FRAXX tem indicações e contraindicações, e nem toda queixa íntima na menopausa é atrofia vaginal. A realização é no meu consultório, sempre após avaliação ginecológica. Se não for o seu caso, eu vou te dizer.
Sou ginecologista endócrina, e meu raciocínio começa pelo hormônio: entender o que mudou no seu corpo, por que mudou e, principalmente, o que o seu caso realmente precisa.
A conduta é individualizada e pode incluir FRAXX, tratamento hormonal local, terapia hormonal sistêmica, implante subdérmico, uma combinação dessas estratégias — ou nenhuma delas.
O tratamento não começa pelo procedimento. Começa pelo diagnóstico.
Uma consulta para entender a sua queixa e definir a conduta. Eu não decido tratamento antes de examinar.
Objetivos do tratamento
A resposta varia de mulher para mulher e é acompanhada em consulta.
Para que a relação sexual seja prazerosa e, não, dolorosa.
Agindo sobre o tecido, e não apenas no alívio momentâneo.
Contribui para o equilíbrio da flora vaginal e pode reduzir a recorrência de infecções urinárias e episódios repetidos de corrimento vaginal.
A roupa que incomoda, o desconforto aos movimentos.
A queixa íntima não é um problema local isolado.
O FRAXX melhora o tecido vaginal quando a terapia hormonal não pode fazer isso por você.
Como funciona
Na consulta, eu escuto a sua história, faço o exame ginecológico e avalio o seu contexto hormonal. A partir dessa avaliação, identificamos se os sintomas estão relacionados à atrofia vaginal e definimos a conduta mais adequada para o seu caso.
Pode incluir FRAXX, tratamento local, terapia hormonal, implante subdérmico ou uma combinação. Se o FRAXX não estiver indicado para você, eu explico o porquê.
Se for a primeira vez que você realiza o FRAXX, geralmente são indicadas três sessões, com intervalo de 30 a 45 dias entre elas. Antes da aplicação, é utilizado anestésico local para maior conforto. O procedimento é ambulatorial, sem necessidade de internação, e o desconforto costuma ser mínimo.
Após a conclusão do ciclo inicial, a manutenção é feita, em geral, com uma sessão a cada 10 a 12 meses, sempre após reavaliação em consulta para definir se há indicação de continuidade.
Quem vai te atender
A ginecologia endócrina é a área da ginecologia que avalia os distúrbios hormonais da mulher e suas repercussões na saúde ginecológica, sexual e reprodutiva.
Não é a mesma coisa que endocrinologia. O meu foco está nos hormônios relacionados à saúde da mulher e em como suas alterações repercutem na função ginecológica, sexual e reprodutiva. Isso inclui ciclo menstrual, ovulação, contracepção, síndrome ovariana metabólica poliendócrina (antiga SOP), menopausa, endometriose e outras alterações hormonais ao longo da vida.
A menopausa é o carro-chefe do meu consultório: diagnóstico da fase e tratamento dos sintomas, dos fogachos à libido, do cansaço à atrofia vaginal.
Dúvidas frequentes
Na avaliação, a sua queixa deixa de ser um incômodo solto e passa a ter nome, causa e conduta.
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