Dra. Júnia Dueli — Ginecologia Endócrina Dra. Júnia Dueli — Ginecologia Endócrina

Menopausa e climatério · Belo Horizonte

Não é só calor. E começa antes do que você imagina.

As mudanças hormonais começam anos antes da última menstruação. Nesse período, podem surgir alterações no humor, piora no sono, falhas na memória e mudanças na composição corporal. Muitas vezes, esses sinais são percebidos isoladamente, sem que se reconheça sua possível relação com a transição para a menopausa.

Menopausa parcelada existe. É por isso que tanta mulher demora a entender o que está sentindo.

Sou ginecologista endócrina e avalio cada mulher de forma individualizada, considerando as mudanças no corpo, a fase da vida e as necessidades específicas de cada caso.

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Dra. Júnia Dueli Boroni CRM-MG 63186 RQE 44859

Dra. Júnia Dueli, ginecologista endócrina, em seu consultório em Belo Horizonte

Autoavaliação

Marque o que você tem sentido

A lista não definirá o seu diagnóstico, mas é uma forma de organizar as suas queixas e identificar sintomas que merecem atenção. Alguns deles podem estar relacionados às mudanças hormonais, e nem sempre é fácil lembrar de todos durante a consulta. Ao final, você terá uma lista para compartilhar comigo e facilitar a avaliação.

Temperatura corporal
Sono e energia
Humor e memória
Ciclo menstrual
Vida íntima e saúde urinária
Corpo, pele e cabelos

O que está acontecendo

A menopausa é um dia. O processo dura anos.

A menopausa é a última menstruação e só pode ser confirmada após 12 meses sem menstruar. O período de transição que antecede a menopausa é chamado de transição menopausal, ou perimenopausa, e faz parte do climatério, fase que engloba as mudanças antes e depois da menopausa.

É nessa fase, que pode durar vários anos, que os hormônios passam por oscilações. Isso significa que os sintomas nem sempre são constantes: você pode se sentir bem em um mês e perceber mudanças importantes no seguinte. Essa variabilidade ajuda a explicar por que tantas mulheres acham que as suas queixas se devem ao "estresse", à "idade" ou ao "emocional".

Por que os sintomas parecem desconexos?

O estrogênio atua em diferentes partes do organismo, incluindo cérebro, ossos, pele, vasos sanguíneos, bexiga e vagina. Por isso, as oscilações hormonais da transição menopausal podem se manifestar de diferentes formas, afetando o sono, o humor, a saúde íntima e a composição corporal.

Como essas mudanças nem sempre aparecem ao mesmo tempo, é comum que a mulher procure diferentes especialistas para cuidar de cada queixa: o neurologista para a insônia, o psiquiatra para as alterações de humor, o nutrólogo para as mudanças no peso.

Esses profissionais têm um papel importante no cuidado à saúde. No entanto, contar com uma ginecologista endócrina permite integrar essas queixas, avaliar a sua possível relação com as mudanças hormonais e compreender a saúde da mulher de forma global.

A partir dessa avaliação, é possível definir um plano de cuidado individualizado e, quando necessário, integrar o acompanhamento de outras especialidades.

Cada fase pede uma conduta individualizada

O cuidado não é igual para todas as mulheres. Uma mulher de 44 anos, que ainda menstrua e enfrenta meses de insônia, tem necessidades diferentes das de uma mulher de 58 anos, há dez anos na menopausa, com ressecamento vaginal e perda de massa óssea.

Embora ambas estejam no climatério, os sintomas são diferentes. Então, as condutas não são iguais.

Terapia hormonal: nem para todas, nem proibida para todas

A terapia hormonal da menopausa deve ser individualizada. Existe indicação, existe contraindicação e existe a sua preferência. Os três entram na conversa.

Quando a terapia hormonal é indicada e você deseja utilizá-la, definimos a via de administração, a dose e o acompanhamento mais adequados ao seu caso.

Quando não há indicação, quando existem contraindicações ou quando você prefere não utilizar hormônios, há outras estratégias de tratamento para aliviar os sintomas e cuidar da sua saúde. Não utilizar terapia hormonal não significa ficar sem tratamento. O objetivo é encontrar a abordagem mais adequada para você, com segurança e acompanhamento médico.

Dra. Júnia Dueli, ginecologista endócrina, no consultório em Belo Horizonte

Você não precisa esperar parar de menstruar para ser tratada

Se os sintomas já atrapalham o seu dia, já é hora de investigar.

Falar com o atendimento

Objetivos do tratamento

O que se pretende com o acompanhamento

A resposta varia de mulher para mulher e é acompanhada em consulta. Nada aqui é promessa: é o que se persegue, com revisão periódica.

Dormir a noite inteira

Sono é a primeira coisa que o corpo devolve quando o tratamento acerta.

Reduzir as ondas de calor

Para que o calor pare de organizar a sua roupa, a sua reunião e a sua noite.

Devolver energia e concentração

Cansaço e névoa mental não são preço a pagar pela idade.

Cuidar da saúde íntima

Ressecamento, dor na relação e infecção urinária de repetição têm tratamento próprio.

Proteger osso, músculo e metabolismo

A transição mexe com massa óssea e composição corporal, e isso se acompanha.

Ter um plano, e não um remédio avulso

Conduta definida para a sua fase, revisada conforme o seu corpo responde.

Como funciona

Da primeira consulta ao acompanhamento

  1. Avaliação

    Consulta comigo: história completa, sintomas, ciclo, sono, humor, vida sexual, hábitos, antecedentes pessoais e familiares. É uma conversa longa, e é ela que orienta todo o resto.

  2. Exames, quando necessários

    O diagnóstico do climatério é clínico. Solicito exames conforme o seu caso — para avaliar riscos, descartar outras causas e orientar a conduta, não para "medir a menopausa".

  3. Plano definido para a sua fase

    Pode incluir terapia hormonal, tratamento local, implante subdérmico, suplementação, mudanças de rotina ou uma combinação. Com os porquês explicados, e as alternativas também.

  4. Acompanhamento

    Retornos para avaliar resposta, ajustar o que for preciso e acompanhar o que muda com o tempo. A transição é longa: o acompanhamento também é.

Retrato da Dra. Júnia Dueli, ginecologista endócrina em Belo Horizonte

Quem vai te atender

Dra. Júnia Dueli, ginecologia endócrina

A ginecologia endócrina é a área da ginecologia que avalia os distúrbios hormonais da mulher e suas repercussões na saúde ginecológica, sexual e reprodutiva.

Não é a mesma coisa que endocrinologia. O meu foco está nos hormônios relacionados à saúde da mulher e em como suas alterações repercutem na função ginecológica, sexual e reprodutiva. Isso inclui ciclo menstrual, ovulação, contracepção, síndrome ovariana metabólica poliendócrina (antiga SOP), menopausa, endometriose e outras alterações hormonais ao longo da vida.

A menopausa é o carro-chefe do meu consultório. É sobre essa fase que eu mais estudo, mais atendo e mais falo — porque é onde vejo mais mulher sendo mandada embora com a explicação de que está tudo normal.

  • CRM-MG 63186
  • RQE 44859
  • Terças e sextas, 8h às 19h
  • Espaço Aurium, Belo Horizonte

Dúvidas frequentes

O que as pacientes costumam perguntar

Com que idade isso começa?
A menopausa acontece, na maioria das mulheres, entre os 45 e os 55 anos. Mas os sintomas da transição podem começar vários anos antes, ainda com menstruação presente. Antes dos 40, falamos em insuficiência ovariana prematura, que tem investigação própria.
Ainda menstruo. Posso estar na perimenopausa?
Pode. A perimenopausa acontece com menstruação presente, muitas vezes irregular. É justamente a fase em que os sintomas aparecem e são mais confundidos com outras coisas.
Preciso fazer exame de hormônio para saber?
O diagnóstico do climatério é clínico, feito pela história e pela avaliação. Exames são solicitados quando mudam a conduta: para avaliar risco, descartar outras causas ou acompanhar o tratamento. Dosagem hormonal isolada, em quem ainda menstrua, costuma dizer pouco — porque o hormônio oscila.
Terapia hormonal faz mal?
Terapia hormonal tem indicações, contraindicações, riscos e benefícios, como qualquer tratamento. Ela não serve para todas as mulheres, e também não é proibida para todas. O que define se é adequada para você é a sua história clínica, os seus antecedentes e os seus sintomas — avaliados individualmente, em consulta.
E se eu não puder ou não quiser usar hormônio?
Existem condutas não hormonais para vários dos sintomas da transição, incluindo tratamentos locais para a saúde íntima. Elas são definidas na avaliação e também são tratamento.
Quanto tempo duram os sintomas?
Varia muito. Algumas mulheres passam por um período curto; outras convivem com sintomas por anos. Essa é uma das razões para acompanhar, em vez de esperar passar.
O ganho de peso é da menopausa?
A transição altera a composição corporal e a distribuição de gordura, com tendência ao acúmulo abdominal e à perda de massa muscular. Isso é parte do quadro e entra na avaliação — junto com outros fatores que também pesam, como sono, alimentação, atividade física e outras condições de saúde.
Já fiz exames e está tudo normal. Adianta consultar?
Adianta. Exame normal não significa ausência de sintoma, e a transição hormonal não é diagnosticada por um número isolado. A história clínica é a parte central da avaliação.
Qual o valor?
Entre em contato com o nosso time para saber o valor do investimento e as formas de pagamento.
Atende por convênio?
Não. O atendimento é exclusivamente particular, tanto a consulta quanto os procedimentos.
Onde e quando é o atendimento?
Espaço Aurium — Av. Raja Gabáglia, 2000, Torre 2, Sala 540, bairro Alpes, Belo Horizonte. Atendo às terças e sextas, das 8h às 19h.

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Isso não é da sua cabeça, e não é para aguentar

Na avaliação, o que você sente deixa de ser uma lista de queixas soltas e passa a ter explicação, fase e conduta.

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